quarta-feira, 17 de abril de 2013

SOS - APELO À COLABORAÇÃO

Caros filiados, amigos e simpatizantes do PAN e todos os que respeitam a vida e a dignidade dos seres vivos! Vimos apelar à vossa colaboração para impedir a realização de matança do porco pública, prevista para o próximo dia 20 de abril, com início pelas 9 horas em Portomar, concelho de Mira, que para além do desrespeito pelos direitos de animais e da promoção de violência gratuita, se encotra à margem da Lei.

Pedimos a todos para enviar, em tempo útil, as mensagens de protesto de autoria própria, ou aproveitando o texto da carta do PAN Aveiro aqui publicada, para os endereços de e-mail que se seguem, de forma a evitar esta barbárie.

mcarmo.caetano@dgv.min-agricultura.pt, mjcorreia@dgv.min-agricultura.pt, correio.asae@asae.pt, sepna@gnr.pt, geral@cm-mira.pt, gabinete.presidente@cm-mira.pt, brigite.capeloa@cm.mira.pt, gandarez.jornal@gmail.com, vozdemira@gmail.com

Modelo da mensagem:
Exmos. Senhores,
Venho por este meio informar V. Excelência e todas as entidades com responsabilidade direta na fiscalização destas ações, que no próximo dia 20-4-2013, na localidade de Portomar, Concelho de Mira, Distrito de Aveiro, vai organizar-se uma “Matança do Porco”, com início às 9 horas.
O evento é público e tem carácter comercial, cabendo a sua organização à Comissão de Festas de Portomar e Cabeço. A confirmar-se a intenção de organizar tal iniciativa, o PAN não pode deixar de demonstrar a sua tristeza e indignação pelo facto de se promover um evento centrado num acto de violência sobre um animal, provocando-lhe sofrimento atroz e gratuito, sem qualquer respeito pela sua condição o que é censurável e também ilegal.
A iniciativa de confraternização é de louvar, mas pode e deve ser promovida sem a matança exposta e violenta de um ser vivo, sujeita à assistência de crianças e jovens. Nesse efeito, importa referir que a realização de matança tradicional de suínos obedece aos requisitos do DL n.º 28/96, de 2 Abril, que transpõe para o ordenamento jurídico interno a Directiva n.º 93/119/CE, do Conselho, de 22 de Dezembro, relativa à protecção dos animais de abate quanto à contenção, atordoamento e sangria dos animais, em conjugação com as determinações constantes de Edital do Sr. Director-Geral de Veterinária, do Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural e Pescas, datado de 06-06-2008.
As infrações ao diploma supra referido, nomeadamente os crimes contra a saúde pública, são puníveis, nos termos do DL n.º 28/84, de 20 de Janeiro, com pena de prisão até três anos e multa até 100 dias, nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 22.º. Assim, vimos requerer a V.ª Exa. que se digne ordenar por forma a impedir, em tempo útil e de forma eficaz, a realização da anunciada matança. Certos de que poderemos contar com os melhores ofícios de V. Exa. não só para a manutenção da legalidade, como para a sensibilização do público para a adopção de costumes e medidas tendentes a um maior respeito pelo bem-estar animal.
(Nome)
(Localidade)
 Anexo: cartaz matança

Cartaz para anexar à mensagem (fazer download do PDF):

sábado, 30 de março de 2013

NÃO SEJAMOS CÚMPLICES DO HOLOCAUSTO PASCAL



Estamos na Páscoa. Se nos libertarmos um pouco das mil distracções e preocupações das nossas preocupações egoístas, que nos fazem passar como zombies pelo mundo, e olharmos atentos para os talhos, veremos filas de cordeiros e borregos pendurados, decapitados, esfolados e ainda a pingar sangue, oferecidos para serem o centro das atenções e do apetite das famílias no Domingo em que se comemora a Ressurreição de Cristo. Se estivermos conscientes e ligarmos os efeitos às causas, podemos imaginar o que se passa neste preciso momento nos matadouros, onde milhões de animais que como nós amam a vida e temem a dor e a morte são conduzidos ao abate impiedoso. Podemos imaginar quanta angústia e sofrimento de seres vivos e sensíveis como nós custam as iguarias que vão encher os pratos do Domingo pascal.
 
Tudo isto para comemorar a Páscoa. Mas o que é originalmente a Páscoa, para além deste sangrento e inconsciente ritual coletivo? Antes da saída dos hebreus do Egipto, a Páscoa foi a festa cananeia e pagã da Primavera, que celebrava a renovação da natureza. O mesmo aconteceu na cultura nórdica, como se documenta no Easter inglês e no Ostern germânico, nomes de uma deusa da aurora e da Primavera. A palavra Páscoa vem da palavra hebraica Pésah, provavelmente derivada do verbo pasah, com o significado de “saltar por cima (de um obstáculo)”. Tradicionalmente traduziu-se Pésah por “passagem” para evocar a lendária travessia do Mar Vermelho pelos hebreus no Êxodo do Egipto. Para este povo, a Páscoa é símbolo de libertação. No cristianismo, a Páscoa passou a ser o período, coincidente com a semana hebraica da Pésah, em que se comemora a Última Ceia, a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Cristo, que significativamente foi assumido como o “Cordeiro de Deus”, oferecido em sacrifício para expiar os pecados do mundo. Com isto, a mensagem cristã é clara: Cristo vem pôr fim aos sacrifícios sangrentos de outros seres, humanos ou animais, para agradar a Deus ou aos deuses; em vez disso, o caminho é o da entrega de si, no sentido de romper o casulo da indiferença, morrer para o egoísmo e renascer ao serviço dos outros.
 
Mas a Páscoa, festa pagã da renovação, festa hebraica da libertação e festa cristã do dom altruísta de si mesmo, converteu-se hoje, para largos sectores da humanidade dita civilizada do século XXI, e sobretudo no mundo europeu-ocidental, num absurdo e monstruoso ritual de chacina e morte, em que milhões de animais são oferecidos em holocausto para agradar às novas divindades que são as multidões humanas escravas da gula, da ignorância e da insensibilidade e oferecer avultados lucros aos industriais da carne. Como sempre, alguns pensarão e dirão: “são apenas animais”. A esses recordo apenas as palavras do filósofo e compositor Theodor Adorno:
 
“Auschwitz começa sempre que alguém olha para um matadouro e pensa: são apenas animais”.
 
Não sejamos cúmplices deste novo e imenso holocausto. Enquanto não for sempre, que seja pelo menos na Páscoa. Que nesta Páscoa não deixemos que nenhum animal encha os nossos pratos e entre nos nossos corpos. Pois, enquanto o fizermos, estaremos a ser obreiros da violência e os nossos garfos estarão ligados, por fios invisíveis mas terrivelmente reais, à degola dos inocentes.

José Porfírio Santos

 

quarta-feira, 27 de março de 2013


   Pateira de Fermentelos classificada como zona húmida de importância internacional
A Pateira de Fermentelos, a maior lagoa natural da Península Ibérica com cerca de 1,559 hectares, foi classificada como Zona Húmida de Importância Internacional pelo Comissariado Internacional da Convenção de Ramsar.
Esta classificação, formalmente anunciada, pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas e pela Câmara Muncipal de Águeda (promotora da candidatura) abrange ainda o vale do rio Cértima, a montante da Pateira, e as várzeas do rio Águeda que com ela comunicam.
Nesta área, no sistema lacustre composto pelas várzeas dos Rios Águeda e Cértima, periodicamente inundadas, ocorrem importantes mosaicos de habitats e ecossistemas associados de vegetação natural, sapal, paul, áreas agrícolas, entre outros em áreas inundáveis.
Estes mosaicos conferem ao local potencialidades particulares únicas em termos de refúgio, alimentação e reprodução para as várias espécies da fauna, e avifauna em particular, bem como um potencial estético e paisagístico.
As várias espécies da flora e da fauna com estatutos de proteção a nível nacional e internacional que ocorrem justificariam, por si só, a inclusão da Pateira e demais áreas limítrofes compostas pelos vales dos Rios Águeda e Cértima, na rede de Zonas Húmidas de Importância Internacional – RAMSAR, com particular destaque para a avifauna: Garça-vermelha (Ardea purpurea - nidifica na área uma das maiores colónias do país), Garçote (Ixobrychus minutus), Águia-sapeira (Circus aeruginosus), Camão (Porphyrio porphyrio), Milhafre-preto (Milvus migrans) e o Guarda-rios (Alcedo atthis), entre outras.
O Conselho Local do PAN Aveiro não poderia assim, deixar de se congratular com esta inclusão da Pateira como zona Ramsar, uma vez que vem reforçar a enorme importância para o equilíbrio dos sistemas naturais da zona, não apenas pelo que representa para as populações locais, no contexto natural, socioeconómico, cultural e turístico, mas também como área sensível e importante zona húmida da REDE NATURA 2000 (Zona de Proteção Especial da Ria de Aveiro - PTZPE0004), importante em termos ecológicos, botânicos, zoológicos e hidrológicos.

José Porfírio Santos






 














terça-feira, 19 de março de 2013

19 DE MARÇO - DIA DO PAI


SER PAI
 
 
 
Ser pai é acima de tudo, não esperar recompensas.
Mas ficar feliz caso e quando cheguem.
É saber fazer o necessário por cima e por dentro da incompreensão.
É aprender a tolerância com os demais e exercitar a dura intolerância (mas compreensão) com os próprios erros.
 
 
Ser pai é aprender errando, a hora de falar e de calar.
É contentar-se em ser reserva, coadjuvante, deixado para depois.
Mas jamais falar no momento preciso.
É ter a coragem de ir adiante, tanto para a vida quanto para a morte.
É viver as fraquezas que depois corrigirá no filho, fazendo-se forte em nome dele e de tudo o que terá de viver para compreender e enfrentar.
 
 
Ser pai é aprender a ser contestado mesmo quando no auge da lucidez.
É esperar.
É saber que experiência só adianta para quem a tem, e só se tem vivendo.
Portanto, é aguentar a dor de ver os filhos passarem pelos sofrimentos necessários, buscando protegê-los sem que percebam, para que consigam descobrir os próprios caminhos.
 
 
Ser pai é saber e calar.
Fazer e guardar.
Dizer e não insistir.
Falar e dizer.
Dosar e controlar-se.
Dirigir sem demonstrar.
É ver dor, sofrimento, vício, queda e tocaia, jamais transferindo aos filhos o que, a alma, lhe corrói.
 
 
Ser pai é ser bom sem ser fraco.
É jamais transferir aos filhos a quota de sua imperfeição, o seu lado fraco, desvalido e órfão.
Ser pai é aprender a ser ultrapassado, mesmo lutando para se renovar.
É compreender sem demonstrar, e esperar o tempo de colher, ainda que não seja em vida.
Ser pai é aprender a sufocar a necessidade de afago e compreensão.
Mas ir às lágrimas quando chegam.
 
 
Ser pai é saber ir-se apagando à medida em que mais nítido se faz na personalidade do filho, sempre como influência, jamais como imposição.
É saber ser herói na infância, exemplo na juventude e amizade na idade adulta do filho.
É saber brincar e zangar-se.
É formar sem modelar, ajudar sem cobrar, ensinar sem o demonstrar, sofrer sem contagiar, amar sem receber.
 
 
Ser pai é saber receber raiva, incompreensão, antagonismo, atraso mental, inveja, projeção de sentimentos negativos, ódios passageiros, revolta, desilusão e a tudo responder com capacidade de prosseguir sem ofender;
de insistir sem mediação, certeza, porto, balanço, arrimo, ponte, mão que abre a gaiola, amor que não prende, fundamento, enigma, pacificação.
 
 
Ser pai é atingir o máximo de angústia no máximo de silêncio.
O máximo de convivência no máximo de solidão.
É, enfim, colher a vitória exatamente quando percebe que o filho a quem ajudou a crescer já, dele, não necessita para viver.
É quem se anula na obra que realizou e sorri, sereno, por tudo haver feito para deixar de ser importante.

 
 
"Autor desconhecido"
 
 
 
Curiosidades deste dia:
A primeira evocação conhecida do Dia do Pai poderá ter como origem a Babilônia, onde, há mais de 4 mil anos, um jovem chamado Elmesu teria moldado em argila o primeiro cartão. Nele, este filho desejava sorte, saúde e longa vida ao seu Pai.
Em Portugal e seguindo a tradição da Igreja Católica, este Dia 19 de Março celebra-se também São José, marido de Maria, a Mãe de Jesus Cristo.

sexta-feira, 15 de março de 2013

ANIMAIS ENVENENADOS EM OVAR - APELO



A Associação Protetora de Animais Domésticos em Ovar denuncia situação intolerável da qual tomou conhecimento. Pelos testemunhos dos moradores da zona entre a Oliveirinha e hospital, têm ocorrido vários casos de morte lenta e dolorosa dos animais, cães e gatos, naquela área. Possívelmente, os animais sejam vítimas de envenenamento. 
Apelamos a todas as pessoas que tenham conhecimento destas situações resultantes de atitudes bárbaras e desumanas, que se encontram proibídas nos termos da Lei n.º 92/95 de 12 de Setembro, que denunciem os casos às autoridades. 
Os criminosos devem ser punidos, e é o nosso dever travá-los, já que as suas vítimas não têm voz nem a capacidade de se defender da tamanha crueldade.